aos domingos no pátio ... life is not always straight

Estamos sempre a mudar mas há sempre algumas coisas que se repetem ciclicamente….





Eu tenho esta coisa, de não me poder chatear com ninguém, como se o mundo tivesse decidido que não tenho esse direito!


Se digo as coisas indirectamente não percebem.
Se as digo directamente, mas com calma, ignoram, não ligam, sabem como é?
Se me chateio e expludo, acontece uma de duas coisas:
  1. Escangalham-se a rir na minha cara como se eu fosse um desenho animado
  2. Ficam ainda por cima chateados comigo
Geralmente perco a razão quando chego a este ponto de desespero em que já tentei dizer as coisas de todas as formas possíveis antes de “BOUMMMMMMMMM”




Neste tipo de situações fico sempre indecisa, que é outra coisa que me acontece ciclicamente.


A maior parte das vezes que me magoo com as pessoas, é por serem distraídas, por não terem os mesmos cuidados, a mesma atenção, a mesma preocupação que eu tenho ou teria com elas na mesma situação.
É uma questão de expectativas!


E onde fico indecisa é precisamente nos argumentos que por aí se utilizam:
Não se pode exigir dos outros o mesmo que nós daríamos, porque as pessoas são diferentes, porque também temos os nossos defeitos e porque temos de aceitar os outros como eles são, e sobretudo para quê chatearmo-nos com coisas sem importância!
Sempre adorei verdades universais e inquestionáveis, sobretudo estas em que se pressente uma moralidade inacessível.
Ouvir estas frases dá-me vontade de ser um espírito superior, capaz deste esforço titânico que é o de anular as expectativas que temos nos outros.
E tento, mas volta sempre a acontecer, porque é isto que eu também sou, e eu sou algo a considerar nesta equação!
Vou tentando, até quando?



 Porque aquilo que nós somos e esperamos dos outros são coisas importantes!
E podem bem marcar a diferença!
Durante quanto tempo aguentamos fazer esse esforço sem esperar e receber o mesmo esforço em troca?
Nunca hei-de saber qual é o limite.
Qual é esse limite entre aquilo que nós somos e devemos respeitar e também fazer que os outros respeitem, e aquilo que os outros são e queremos e devemos respeitar?
Quando é que respeitar o outro e aceitá-lo tal como ele é, significa passar por cima de nós mesmos?
Quando devemos desistir das pessoas que constantemente falham às nossas expectativas?



 
Parece-me que a resposta do respeito não é esta, a moralista, para mim a resposta do respeito é partilhar as expectativas e as responsabilidades, é adaptarmo-nos uns aos outros, é sermos capazes de abdicar / mudar algo em nós pelos outros, para os fazer mais felizes, em vez de nos agarrarmos a um fechado “eu sou assim e tu tens de me aceitar como eu sou!”
É uma resposta dada na sinceridade e sem as defesas que cada um de nós carrega consigo, sem resistência à mudança.
É uma resposta em que se cuida dos outros, em que se dá importância às expectativas deles e não apenas ao que é importante para nós.




E falando nisso, eu, é assim que eu sou!, estas coisas são importantes para mim, e posso calar algumas, mas não posso calar todas as minhas expectativas, e o que espero dos outros é que sejam capazes de as ouvir e que tenham vontade de lhes responder, porque essa falta de vontade, isso sim, magoa mais do que serem diferentes de mim.



"Sometimes in life, the good direction appears after the crossroad"

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