aos domingos no pátio ... lã em tempo real

hoje descobri este projecto, que se chama lâ em tempo real e que podem encontrar no vimeo e no facebook, e é delicioso, vão lá ver!



Filomena e Zélia - "Dobadeira" from Lã em tempo real on Vimeo.



Lã em tempo real 

Um projecto audiovisual híbrido em que se encontram a pesquisa e documentação de Rosa Pomar, em torno do ciclo tradicional da lã e dos lanifícios em Portugal, e o trabalho de Tiago Pereira, que funde documentário e arquivos com práticas de vídeo em tempo real.
Pretende- se a partir do registo documental do fundo cultural de uma região, com particular relevo para o que podemos qualificar como património incorpóreo, imaterial- a tradição oral acerca do ciclo da lã- criar simultaneamente não só um canal de arquivos video que pode ser visto através do vimeo e do facebook, mas também um evento único sobre a forma de uma performance audiovisual, onde esses mesmos arquivos são utilizados e misturados em tempo real de forma a produzir uma reflexão sobre um património pouco explorado artisticamente, bem como os conceitos culturais de tradição e contemporaneidade.

aos domingos no pátio ... life is not always straight

Estamos sempre a mudar mas há sempre algumas coisas que se repetem ciclicamente….





Eu tenho esta coisa, de não me poder chatear com ninguém, como se o mundo tivesse decidido que não tenho esse direito!


Se digo as coisas indirectamente não percebem.
Se as digo directamente, mas com calma, ignoram, não ligam, sabem como é?
Se me chateio e expludo, acontece uma de duas coisas:
  1. Escangalham-se a rir na minha cara como se eu fosse um desenho animado
  2. Ficam ainda por cima chateados comigo
Geralmente perco a razão quando chego a este ponto de desespero em que já tentei dizer as coisas de todas as formas possíveis antes de “BOUMMMMMMMMM”




Neste tipo de situações fico sempre indecisa, que é outra coisa que me acontece ciclicamente.


A maior parte das vezes que me magoo com as pessoas, é por serem distraídas, por não terem os mesmos cuidados, a mesma atenção, a mesma preocupação que eu tenho ou teria com elas na mesma situação.
É uma questão de expectativas!


E onde fico indecisa é precisamente nos argumentos que por aí se utilizam:
Não se pode exigir dos outros o mesmo que nós daríamos, porque as pessoas são diferentes, porque também temos os nossos defeitos e porque temos de aceitar os outros como eles são, e sobretudo para quê chatearmo-nos com coisas sem importância!
Sempre adorei verdades universais e inquestionáveis, sobretudo estas em que se pressente uma moralidade inacessível.
Ouvir estas frases dá-me vontade de ser um espírito superior, capaz deste esforço titânico que é o de anular as expectativas que temos nos outros.
E tento, mas volta sempre a acontecer, porque é isto que eu também sou, e eu sou algo a considerar nesta equação!
Vou tentando, até quando?



 Porque aquilo que nós somos e esperamos dos outros são coisas importantes!
E podem bem marcar a diferença!
Durante quanto tempo aguentamos fazer esse esforço sem esperar e receber o mesmo esforço em troca?
Nunca hei-de saber qual é o limite.
Qual é esse limite entre aquilo que nós somos e devemos respeitar e também fazer que os outros respeitem, e aquilo que os outros são e queremos e devemos respeitar?
Quando é que respeitar o outro e aceitá-lo tal como ele é, significa passar por cima de nós mesmos?
Quando devemos desistir das pessoas que constantemente falham às nossas expectativas?



 
Parece-me que a resposta do respeito não é esta, a moralista, para mim a resposta do respeito é partilhar as expectativas e as responsabilidades, é adaptarmo-nos uns aos outros, é sermos capazes de abdicar / mudar algo em nós pelos outros, para os fazer mais felizes, em vez de nos agarrarmos a um fechado “eu sou assim e tu tens de me aceitar como eu sou!”
É uma resposta dada na sinceridade e sem as defesas que cada um de nós carrega consigo, sem resistência à mudança.
É uma resposta em que se cuida dos outros, em que se dá importância às expectativas deles e não apenas ao que é importante para nós.




E falando nisso, eu, é assim que eu sou!, estas coisas são importantes para mim, e posso calar algumas, mas não posso calar todas as minhas expectativas, e o que espero dos outros é que sejam capazes de as ouvir e que tenham vontade de lhes responder, porque essa falta de vontade, isso sim, magoa mais do que serem diferentes de mim.



"Sometimes in life, the good direction appears after the crossroad"

aos domingos no pátio ... diferente

... nunca pensei em mim como uma pessoa que fizesse estas coisas, mas a verdade é que dou por mim a fazê-las e é maravilhoso! ...



aos domingos no pátio ... sundays in love

... hoje acordei com esta música na cabeça ...





... não me lembrava do que tinha sonhado mas a banda sonora acompanhou-me toda a manhã ...


... às vezes é preciso deixarmos as pessoas que gostam de nós lembrar-nos de que não podemos estar sempre a trabalhar, e que nos podemos permitir um descanso sem culpas ...


... hoje não se costurou nem se encadernou nos domingos no pátio, e soube mesmo bem!... 

aos domingos no patio ... estado de fermentação


        
















esta semana não foi fácil para mim!

a gata estragou-me duas vezes seguidas todo o trabalho que tinha feito!
acordei todos os dias a pensar numa ideia e direcção diferentes para os domingos no pátio!
percebi muito claramente que não tenho tempo para fazer tudo o que quero, nem com a rapidez que gostaria
fiz as contas entre gastos e receita e nem vos digo nem vos conto a trapalhada que sou em gestão

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