aos domingos no pátio...abro a minha caixa de costura


a minha nova caixa de costura ...

... com pormenor...

...por dentro...


...as minhas outras caixas de costura...

...as fitas...


... a caixa dos botões...
















...e os meus novos botões...

aos domingos no pátio...pom pom factory


depois de ver na net como se fazem pom pons ...
sai o primeiro para a tigreza brincar!


















depois outro e mais outro e mais outro
de vários tamanhos
e o lixo a aumentar...

















e depois toca a pregá-los no cachecol do Nil
... lembram-se?...
comecei há muito tempo a trabalhar este novelo...

















gostei do resultado...


aos domingos no pátio ... voltamos à costura filosófica

                                                                             
quando costuro, não costuro apenas os tecidos e as malhas, costuro a minha vida toda...
costuro os meus sonhos, amores e desamores, e as minhas dores
às vezes até costuro o tempo!


















desta vez andei de volta das malhas deste vestido torto
este vestido era grande demais para mim e caía desajeitado
este vestido não me caía bem


















e então fiz com ele o que ando a fazer com a minha vida
alinhavei-o primeiro, que é como quem sonha com um novo vestido
a tigreza também quis sonhar comigo...


















depois cosi, voltei a coser, fiz zig zag e voltei a fazer zig zag
como quem escolhe e costura caminhos novos


















depois cortei o tecido que estava a mais
como quem corta com as coisas que nao estão a cair bem














 

e por fim rematei, passei a ferro e vesti-o,
o meu vestido novo que me cai bem

aos domingos no patio ... encontra-se o grande livro da costura





encontrei o Grande Livro da Costura na net !!!
foi com este livro que aprendi a costurar... é muito bom
















há também por aí uns à venda nos alfarrabistas e uma suposta re-edição da Reader's Digest para quem estiver interessado...


aos domingos no pátio ... chegou o outono

                                                                              
para quem não se lembra do meu primeiro cachecol



















ou para quem,
como eu, duvidou dele...


aos domingos no pátio...a tricotar poesia

                                                                            
juegas todos los dias...
















juegas todos los dias con la luz del universo.
sutil visitadora, llegas en la flor y en el agua.
eres má que esta blanca cabcita que aprieto
como un racimo entre mis manos cada día.

a nadie te pareces desde que yo te amo.
déjame tenderte entre grinaldas amarillas
quién escribe tu nombre con letras de humo entre las estellas del sur?
ah déjame recordarte cómo eras entonces, cuando aún no existías.





de pronto el viente aúlla y golpea mi ventana cerrada.
el cielo es una red cuajada de peces sombríos.
aquí vienen a dar todos los vientos, todos.
se desviste la lluvia.

pasan huyendo los pájaros.
el viento. el viento.
yo sólo puedo luchar contra la fuerza de los hombres.
el temporal arremolina hojas oscuras























tu estás aquí. ah tú no huyes.
tú me responderás hasta el último grito.
ovíllate a mi lado como se tuvieras miedo.
sin embargo alguna vez corrió una sombra extraña por tus ojos.

ahora, ahora también, pequeña, me traes madreselvas,
y tienes hasta los senos perfumados.
mientras el viento triste galopa matando mariposas
yo te amo, y me alegría muerde tu boca de ciruela.

cuánto te habrá dolido acostumbrarte a mí,
a mi alma sola e salvaje, a i nombre que todos ahuyentan.
hemos visto arder tantas veces el lucero besándonos los ojos
y sobre nuestras cabezas destorcerse los crepúsculos en abanicos girantes.
















mis palavras llovieron sobre ti acariciándote.
amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado.
hasta te creo dueña del universo.
te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvstres de besos.
quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.


vinte poemas de amor e uma canção desesperada, pablo neruda

aos domingos no pátio ... perde-se o fio à meada


no principio era o novelo


...depois o ponto ...





descobri que gosto de tricotar em viagem
entre um sítio e outro

ao meu lado
a conduzir
as pessoas vão mudando


o ponto é intercalado
a largura é o comprimento














as agulhas são circulares
cada vez que lhes pego
não sei
se estou do direito
se estou do avesso






se o teu cachecol falasse...
contava-te estórias daquilo que eu não sei

aos domingos no pátio ... projecta-se


tivemos mais visitas no pátio



a lena veio aprender a costurar
trouxe um tecido
uma fita
e muitos projectos na manga
mal tinha chegado e já tinha desenhado não sei quantas carteiras

















fez logo um molde em jornal
e sentou-se à máquina de costura

















em poucos minutos já tinha experimentado todos os pontos da maquina
e estava pronta para começar

















o projecto foi mudando e complicando à medida que íamos avançando
de tal maneira que já nem eu sei muito bem com vamos fazer isto


















mas será muito provavelmente ponto a ponto

dia um do mês primeiro

aos domingos no pátio, nem sempre estaria no pátio...
desta vez estaria em barcelona, com um gato que não o meu a espreitar e um tecido que já teria andado várias vezes de avião, mas sempre com o mesmo propósito...




















o tecido que queria ser um vestido japonês....

















mãos à obra, medindo, marcando, alinhavando,
provando...



























na tua próxima viagem de avião, já serás um vestido...


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